CF SOUZA MARQUES

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4 de ago. de 2014

Adolescentes dão Lição de Vida...

  Essa semana,  a Equipe Comendador Pinto voltou a Escola Municipal Waldemar Falcão para obter as respostas da atividade proposta na Semana do Auto Cuidado cujo tema foi a Gravidez na Adolescncia.
  Com apoio total, desde a direção e professores que incentivou os alunos, houve a análise do que os alunos sentiram o sentimento que o ovo trouxe para eles nestes sete dias de cuidado e uma agradável surpresa: turma 1801 de 32 alunos 17 conseguiram realizar a dinâmica até o fim e da turma acelera III dos 17 alunos 7 conseguiram finalizar.
  O nosso intuito era mostrar se eles, com esta idade, cheios de  sonhos e planos caberiam um filho e muitos disseram que não, outros disseram que os avós cuidariam. Foi aplicado um questionário sem que eles  se identificassem e, uma roda com participação de todos com perguntas e respostas. O que percebemos, ao final, é que muitos sabem  como se prevenir das doenças e de como se evitar uma gravidez indesejada porém á resistência no uso da camisinha por vários motivos colocados por eles mesmos. Então, propomos as turmas que trabalhassem este tema em grupo com auxilio dos professores e nos colocamos a disposição para dúvidas. - Afirmou a Técnica de Enfermagem Claudia Roberta.
   Ao fim da visita a diretora Rose Moraes nos apresentou demandas de outras turmas em participar do mesmo tema, ficamos de marcar retorno para trabalhar as outras turmas com a mesma faixa etária.
  Segunda visita á escola para finalização da dinâmica proposta em sala de aula em 2 turmas.Contou com os participantes os Médicos Pedro Ivo Perroni, Joyce, Técnicas de Enfermagem Claudia Roberta e as Agentes de Saúde Carla e  Bárbara, tendo o público alvo os Adolescentes de 13 á 18 anos incompletos.
   A dinâmica proposta teve adesão em 100% dos alunos nas duas turmas (1801) e (acelera III).


Segue abaixo fotos da ação:

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29 de jul. de 2014

Adolescentes recebem seus "filhos"

  Essa semana,  a Equipe Comendador Pinto foi a Escola Municipal Waldemar Falcão para realizar atividades dentro da Semana do Auto Cuidado. O Tema Escolhido pela equipe foi Gravidez na Adolescência.
  Com apoio total, desde a direção e professores que incentivou os alunos, os jovens debateram temas com a foi sexualidade, DSTS, gravidez precoce,perguntas e resposta tendo participação de 100%. 
   Foi uma tarde especial  pois houve participação de todos e incentivo das professoras na abordagem da dinâmica que irá pontuar os participantes ao final dos 7 dias com 5 pontos o que foi de grande incentivo ao nosso trabalho.
  Para o Dr.  Pedro Ivo Perroni, Médico da Equipe, será uma maneira de mostrar aos adolescentes como é de extrema responsabilidade. "Após 7 dias retornaremos para a escola para ver o resultado se positivo ou negativo pois essa dinâmica tem como finalidade demonstrar o que seria ter um filho nesta fase cheias de planos e sonhos e se caberiam tantas responsabilidades aos mesmos" - Afirmou o médico 
  Segunda visita á escola para finalização da dinâmica proposta em sala de aula em 2 turmas.Contou com os participantes os Médicos Pedro Ivo Perroni, Joyce, o Dentista Rafael, a Técnica de Saúde Bucal Deborah,  Técnicas de Enfermagem Claudia Roberta e as Agentes de Saúde Carla, Hilton, Erica, Amilton e  Bárbara, tendo o público alvo os Adolescentes de 13 á 18 anos incompletos.
   A dinâmica proposta teve adesão em 100% dos alunos nas duas turmas (1801) e (acelera III).
    Veja como foi a Atividade:
Cuidando do “Ninho”

O adolescente adota um ovo por 7 dias.

Regras:
Não poderá  cozinhar o ovo.
Terá que levar o ovo á todos os lugares neste período.
Poderá pintar, dar nome, criar uma  casinha .....



Segue abaixo fotos da ação:

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26 de jul. de 2014

Desistir jamais!

     História Relatada pelo Agente Comunitário de Saúde Amilton Deça
     Hoje, a nossa Clínica da Família continua com a série de relatos sobre as histórias dos maiores beneficiados da nossa unidade: Os Cadastrados. E para começar essa série de relatos, nada melhor do que uma história de conscientização e superação;   

   Quando eu tinha 28 anos de idade fui diagnosticado com tuberculose.
    E para essa doença, só existe tratamento para a doença nos postos de saúde e eu nunca pisei numa unidade como essa, para mim era um absurdo, afinal de contas eu sempre tive dinheiro e porque iria pisar num local como esse? 
   Nesse dia, ao passar muito mal, minha mãe resolveu me levar em um posto não muito longe de casa, e fui atendido pelo Dr. Marcos. O medico calmamente conversou comigo e no meio da minha consulta diagnosticou tuberculose. Entrei em desespero. queria sair dali, queria gritar. não sabia o que fazer, só me perguntava: porque comigo?
  O doutor, continuando o atendimento, pediu uma serie de exames, a baciloscopia e o PPD. Fiz e quando recebi o resultado, entrei em desespero novamente. a doença tinha se confirmado. Não sabia mais o que seria da minha vida. e agora?
   Ele me passou os remédios que eu precisava para o corpo, mas percebeu o quanto eu estava abalado, e até amedrontado com a doença. 
   Então, o mesmo me tranquilizou. Conversou comigo e explicou que esse tratamento era um tratamento coletivo, onde o meu agente, junto com a técnica de enfermagem, a enfermeira e o medico passariam juntos. Achei loucura, mas topei.
   Todo dia, pontualmente as 08 horas da manha, o agente comunitário chegava a minha casa levando o remédio. Conversava comigo e me orientava.
    Uma vez por semana, a técnica vinha também e me tranquilizava. A cada duas semanas, recebia a enfermeira que me dava palavras de incentivo e orientava sobre a doença e mensalmente via o medico. O tratamento foi um sucesso, e aqui estou eu hoje, sadia e temente a Deus.

*Nome das pessoas foram alterados para preservar a identidade do paciente

28 de nov. de 2013

Adolescentes na E.M. Mozart Lago

   A equipe Teles, sobre o comando da enfermeira Ligia Mayumi, estiveram presentes na Escola Municipal Mozart Lago. 
   O tema escolhido foi Sexualidade e o mesmo foi desenvolvido com maior criatividade. O tema teve a duração do turno da tarde e logo começou com uma palestra onde foi explicado a importância da saude do adolescente. 
   Logo em seguida foi feito uma experiencia com ovos, sendo eles escovados normais e também com o escovados com ácido muriático.  E no fim um grupo de 35 a 40 alunos foram escolhidos aleatoriamente para aprender corretamente  como se escova. Bastantes alegres, os alunos se despediram da Equipe Teles que volta mês que vem para novas aventuras.
   Clínica da Família Souza Marques – A unidade realiza atendimentos em clínica médica, pré-natal, acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança, coleta de exame colpocitológico oncótico, exames de testagem rápida em HIV, sífilis, gravidez, dengue e ECG.
   Oferece também atendimento odontológico: pré-natal odontológico, programa cárie zero, diagnóstico de câncer bucal, procedimentos curativos e preventivos. Grupos de hiperdia, gestantes, crianças, planejamento familiar, idosos e adolescentes.

Segue abaixo fotos da ação:

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20 de nov. de 2013

Como eu Faço... Valéria Carvalho

   Hoje o Blog da Clínica da Família Souza Marques continua apresentando uma série de relatos mostrando como o profissional trabalha na sua área. E para esse contato, temos a honra de apresentar Valéria Carvalho, Agente Comunitário de Saúde da Equipe Teles, da nossa unidade que apresenta como funciona a Visita Domiciliar a  Gestantes e Recém Nascidos, na visão do profissional técnico.

   Visitar gestantes e recém-nascidos é uma prática comum em muitos países. Tal atividade vem crescendo em função do reconhecimento de que os primeiros anos de vida são determinantes para a saúde do ser adulto. Em todas as visitas domiciliares, é fundamental que o profissional de saúde saiba identificar sinais de perigo à saúde da criança.
  Visitas domiciliares são recomendadas às famílias de gestantes e de crianças na primeira
semana pós-parto e, posteriormente a esse período, a periodicidade deve ser pactuada com a
família a partir das necessidades evidenciadas e considerando-se os fatores de risco e de proteção. Cabe lembrar que a visita domiciliar não é apenas uma atribuição do agente comunitário, pois toda a equipe faz uso dessa prática, podendo a primeira consulta do Recém Nascido e da puérpera ocorrer em domicílio, conduzida pelo(a) médico(a) e/ou enfermeiro(a).
   Com a aproximação da equipe de saúde do contexto de vida das famílias, a visita domiciliar
torna-se um instrumento importante para a troca de informações vinculadas às necessidades
particulares de cada indivíduo, favorecendo, desta forma, atividades educativas e mais
humanizadas. A visita domiciliar é uma das atribuições das equipes de saúde de atenção básica e é uma das principais atividades preconizadas para o agente comunitário de saúde pelo Ministério da Saúde. E tal prática e  atividades que envolvem bebês e crianças em geral são as atividades preferidas de nós, agentes comunitários de saúde .
   Os principais objetivos da primeira visita domiciliar ao recém-nascido e à sua família são Observar as relações familiares; Facilitar o acesso ao serviço de saúde; Possibilitar ou fortalecer o vínculo das famílias com as equipes de saúde; Escutar e oferecer suporte emocional nessa etapa de crise vital da família (nascimento de um filho); Estimular o desenvolvimento da parentalidade; Orientar a família sobre os cuidados com o bebê; Identificar sinais de depressão puerperal; Promover o aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida; Prevenir lesões não intencionais; e Identificar sinais de perigo à saúde da criança; tirar duvidas sobre Recusa alimentar (a criança não consegue beber ou mamar); Vômitos importantes (ela vomita tudo o que ingere); Convulsões ou apneia (a criança fica em torno de 20 segundos sem respirar); Frequência cardíaca abaixo de 100bpm; Letargia ou inconsciência; Respiração rápida (acima de 60mrm); Atividade reduzida (a criança movimenta-se menos do que o habitual); Febre (37,5ºC ou mais); Hipotermia (menos do que 35,5ºC); 
   As nossas funções para com as gestantes são orientar as mulheres e suas famílias sobre a importância do pré-natal, da amamentação e da vacinação; Realizar visitas domiciliares para a identificação das gestantes e para desenvolver atividades de educação em saúde tanto para as gestantes como para seus familiares, orientando-os sobre os cuidados básicos de saúde e nutrição, cuidados de higiene e sanitários; Encaminhar toda gestante ao serviço de saúde, buscando promover sua captação precoce para a primeira consulta, e monitorar as consultas subsequentes; Conferir o cadastramento das gestantes no SisPreNatal, assim como as informações preenchidas no Cartão da Gestante; Acompanhar as gestantes que não estão realizando o pré-natal na unidade básica de saúde local, mantendo a equipe informada sobre o andamento do pré-natal realizado em outro serviço; Orientar as gestantes sobre a periodicidade das consultas e realizar a busca ativa das gestantes faltosas; Informar o(a) enfermeiro(a) ou o(a) médico(a) de sua equipe, caso a gestante apresente algum dos sinais de alarme: febre, calafrios, corrimento com mau cheiro, perda de sangue, palidez, contrações uterinas frequentes, ausência de movimentos fetais, mamas endurecidas, vermelhas e quentes e dor ao urinar. Identificar situações de risco e vulnerabilidade e encaminhar a gestante para consulta de enfermagem ou médica, quando necessário; Realizar visitas domiciliares durante o período gestacional e puerperal, acompanhar o processo de aleitamento, orientar a mulher e seu companheiro sobre o planejamento familiar. 

Fonte: Brasil, Ministério da Saúde. Caderno de Atenção Básica, 33.




15 de nov. de 2013

Benefício Família Carioca passa por reformulação

     A partir de amanhã a prefeitura vai exigir que os beneficiários cumpram novas metas, como fazer avaliações nutricionais dos filhos. Segundo secretário da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho, a meta é colocar mais condicionalidades para essas famílias, sem pagar nada mais por isso. São questões básicas.
    O programa entra em vigor amanhã, mas a perda do benefício para os que descumprirem as metas só vai ocorrer quando todas as 146 mil famílias incluídas no programa forem informadas.
   Na lista de condicionalidades há quatro categorias. Para crianças de zero a 2 ano, por exemplo, o responsável deve fazer uma avaliação médica mensal, podendo ser por consultas individuais ou consultas coletivas, devendo informar o tipo de aleitamento, situação de saúde. Na adolescência, de 10 a 19 anos, participam de reuniões para prevenção à dependência química. Já as gestantes devem fazer todos os exames do pré-natal. O objetivo da prefeitura, Ao incluir saúde no programa, é reduzir os índices de mortalidade infantil, gravidez na adolescência e pré-natal insuficiente. Hoje, para obter o Cartão Carioca, é preciso estar cadastrado no Bolsa Família.


    O programa complementa a renda de cada família, e seu valor varia entre R$ 20 e R$ 400. Isso corresponde à diferença entre o valor pago pelo governo federal e aquele que delimita a linha de extrema pobreza, estabelecido em R$ 108 per capita.
    Em contrapartida, as famílias devem obedecer a uma série de exigências: o aluno precisa ter boas notas e 90% de frequência, e os pais devem comparecer às reuniões da escola. Há bônus de R$ 50 por bimestre, se as notas nas provas melhoram. Se deixam de cumprir as metas, o cartão é suspenso, o que não impede o reingresso caso o aluno volte a frequentar a escola. O programa custa à prefeitura R$130 milhões por ano.

 Esse decreto lei passa a valer agora, em novembro já., conforme podemos ver em: http://smaonline.rio.rj.gov.br/legis_consulta/43513Dec%2036660_2013.pdf.

Veja o que diz o DR. Daniel Soranz a respeito do Cartão da Família Carioca


Veja as datas de acompanhamento da Clínica da Família Souza Marques e saiba como participar.


12 de nov. de 2013

"Sou como Sou"

História Relatada pelo Agente Comunitária de Saúde Renata Nascimento
   Hoje, a nossa Clínica da Família continua com a série de relatos sobre as histórias dos maiores beneficiados da nossa unidade: Os Cadastrados. E para começar essa série de relatos, nada melhor do que uma história de conscientização e superação;

Tem que ser branco
Tem que ser alto
Tem que ser magro
Tem que ter saldo no banco

   Algo mais está machucando você — e é por isso que você precisa de maconha ou uísque, ou chicotes e roupas de borracha, ou ouvir música tão alto que não consegue nem pensar.” — Charles Bukowski, em Tales of Ordinary Madness

   Ele seguia caminhando pelas calçadas do bairro, pensativo, logo depois de se despedir de mim, com um beijo no rosto e um abraço.
“— Você não quer ir comigo?”, perguntei
“— Não, obrigado”, respondi. “Vou pegar um táxi na rua.”
   Assim, seguimos em direções opostas, cada um em seu caminho. Passei mais alguns cadastrados, mas sequer acenei. Ao invés disso, segui caminhando, com as mãos metidas nos bolsos, a mochila nas costas. Acabara de ouvir um relato que mudaria a minha vida.
   Meus pensamentos iam longe e não pairavam somente sobre o nosso encontro, que acabara de se suceder — não porque não tenha sido importante, que fique claro, mas pela simples natureza associativa da mente. Por alguma razão, rodava em minha cabeça uma incessante retrospectiva do mês de Julho, que encerrara havia poucos dias.

Tem que ser sábio
Tem que ser hétero
Tem que ter cabelo
Tem que ter carro do ano

    Ali, caminhando solitária na calçada escura, me lembrei de Olavo, com quem estive por duas vezes visitando esse mês.
   Terminamos por nos encontrar, Olavo e eu, na esquina da Cândido Benício. Com seus longos cabelos pretos presos atrás das orelhas, Olavo coçava as narinas ao sair e entrar, por algumas vezes, do toalete.
    E o mesmo ritual se repetiu no encontro seguinte. Já achava meio estranho o fato de coçar demais o nariz e sempre andar com olhos avermelhados.
    O nosso segundo encontro não seguiu como esperávamos. A segunda visita, a casa vazia, não havia ninguém. Olavo logo se despediu e eu fui segui para a clínica. Assim fomos criando vínculos, laços. Me afeiçoei a Olavo, afinal de contas, moravam ele e dona Judite, sua mãe.
   Aos poucos, ele foi me contando mais sobre ele, e a cada visita, fui conhecendo melhor esse ser intrigante. Ele me revelou ser homossexual e ter um relacionamento de alguns anos com um rapaz que foi para o Haiti com o exercito.

Tem que ser bilingüe
Tem que ser beautiful
Tem que ser formado
Tem que ter cartão de crédito

    Olavo sempre foi muito carinhoso e sempre demonstrou ser talentoso. Possuía um incrível talento para as artes e para a pintura. Ao passar dos tempos, fui reparando que Olavo começou a mudar e a silenciar mais. Nem com as minhas visitas ele se abria comigo para conversar.
   Até que dona Judite conversou comigo e me explicou o que se passava. Olavo tentava se afastar de mim pois achava que eu estava ao seu lado puramente por pena, por ser portador do vírus HIV.
   De inicio foi um choque para mim, Para dizer a verdade, até agora não sei como me senti. Acho que nesse momento cada sensação do meu corpo ficou gelada, principalmente os sentimentos, porque não existia dor, nem bronca, nem lágrimas, nada. Estava intumescida. Suponho que ainda pensava que não era verdade mas depois me coloquei no lugar dele e entendi que ele usou isso como defesa.
   Aprendi a jogar exatamente igual a ele: comecei a escrever poesias e mandar pela mãe dele. E a cada semana eu mandava novas mensagens. Assumo, nunca fui muito boa, sempre pegava da internet e mandava pra ele. Assim fui conquistando meu lugar de volta.

Quer saber? Sou como sou
Não quero me encaixar em nenhum padrão
Pode crer, sou como sou
Não preciso ser galã de televisão.
(Eu não, eu não)

   Um belo dia, ao tocar a campainha de sua casa, fui recebida por ele, com os olhos cheios de lágrimas. Ele em abraçou, e chorando, me falou “Tento enfrentar as coisas com coragem, bem firme sobre as minhas duas pernas, mas às vezes sinto que não posso mais e tenho vontade de me suicidar. Minha mãe me disse que não chore, que tem muita gente como eu e que estão enfrentando a situação com valor. Não acreditei nela. Depois minha mãe me entusiasmou para que viesse a esta porta, e quando abro, dou de cara com você. Vi muitas pessoas na mina situação que riem, sorriem, vivem bem e trabalham juntas. Eu pensava que era a única pessoa que sofria pelo HIV. Agora me sinto mais inspirado. Quero ter certeza de que o que aconteceu comigo não aconteça nunca a nenhuma outra pessoa. Sou grato pela sua tentativa de se aproximar.

Tem que ser malhado
Tem que ser católico
Tem que ser bem dotado
E nada de cabelo branco

   Mesmo sendo uma situação complicada a ser enfrentada, entendo que é sempre melhor saber da infecção do que viver na dúvida. E por isso conversei abertamente sobre a doença. Fugir pra que? Nos meses anteriores à descoberta, ele não estava bem de saúde. Rinite, sinusite, gengivite, dermatite, rosácea, constantes febres, tosses intermináveis… Tinha acabado de fazer 20 anos e, inocentemente, imaginei que todos aqueles problemas de saúde fossem por causa da idade. Para ele,era como se estivesse sendo avisado de que a saúde não era mais como antigamente. Sempre foi a alergologistas, dermatologistas, otorrinolaringologistas… Vários deles passaram medicações para controlar aqueles sintomas, mas somente o Médico da Clínica da Família teve a sensatez de conversar abertamente sobre o assunto e solicitar a realização do temido exame.
   Até hoje, ele tem muita gratidão ao médico de família pelo profissionalismo e carinho que teve naquele delicado momento. Ele foi bastante cuidadoso nas palavras e mostrou que algo estava muito errado nos exames de sangue. O CD4 estava baixíssimo, ou seja, o corpo estava com “poucos soldados” para se defender de possíveis invasores!


Olho pela janela e não é o que vejo não
Seria muito mal se fosse essa a situação
Chega de preconceito e viva a união
De toda raça, toda cor, sexo e religião


   Olavo, conta com lágrimas nos olhos que se lembra daquele momento como se fosse hoje: “Quando abri o exame eu estava sozinho. Acessei o site do laboratório, vi o resultado e senti um misto de sentimentos que não saberia explicar. Naquele momento, a história da minha vida passou como um filme na minha cabeça e eu só imaginava como seria a partir dali. Confesso que não chorei, mas tive medo de morrer. Meses antes, tinha sido abalado pela morte de dois conhecidos (por esse motivo) e descoberto que eu conhecia outros três portadores do vírus: um grande amigo e dois conhecidos. Cheguei a cogitar não contar nada a minha mãe, mas mudei de ideia, pois sabia que eu não conseguiria segurar aquela barra sozinho. Quase não dormi naquela noite e, logo ao acordar, parti para a casa. Esse momento foi o mais triste da minha vida. Minha mãe se derramavam em choro e me abraçava inconformada. Ninguém me culpou de nada. Só decidimos que, a partir daquele momento, aquele seria nosso maior segredo.”
   Hoje, um ano após iniciar o tratamento aqui na clínica, podemos dizer que ele é outra pessoa. Saúde de ferro. Todas as taxas sanguíneas equilibradas, vem se alimentando melhor, praticando exercícios físicos com regularidade… O próprio Olavo, deixa uma mensagem a vocês: “Se me pedissem um conselho, eu falaria o seguinte: previna-se, mas faça o teste regularmente. O tratamento é chato, mas só assim, você poderá voltar a ter qualidade de vida, sem problemas de saúde.”


Quer saber? Sou como sou
Não quero me encaixar em nenhum padrão
Pode crer, sou como sou
Não preciso ser galã de televisão.


* Os cadastrados tiveram seus nomes alterados para preservar a sua integridade.

* Musica citada: Sou como sou - Preta Gil



Agente Comunitária de Saúde Renata Nascimento

Email: equipeteles@gmail.com

Nesta História foi usado Nome fictício e as fotos é mera ilustração,para preservar a imagem do Cadastrado.

Obrigado a todos.

11 de nov. de 2013

Conheça a Quinta Categoria: Integração Saúde da Família e Vigilância em Saúde

   Continuamos com a série de postagens à respeito das categorias indicadas o III Concurso de Blog's da Saúde da Família.
   Vamos mostrar a nossa indicação como Integração Saúde da Família e Vigilância em Saúde.
   Esse vídeo conta com a participação da Técnica de Enfermagem Luciana, Agente de Endemias Charles, e os Agente Comunitários de Saúde Valéria e Raphael Silva.


 





Vamos lá Souza Marques, Rumo a Vitória!




6 de nov. de 2013

Conheça a Segunda categoria: Melhor Agenda

    Continuamos com a série de postagens à respeito das categorias indicadas o III Concurso de Blog's da Saúde da Família.
   Aqui o maior beneficiado com a nossa indicação é você, que acessa nosso blog. Estamos felizes por estar entre as 6 melhores agendas da Saúde do Município do Rio de Janeiro (Categoria Melhor Agenda!).
   Esse vídeo conta com a participação da Educadora Física Priscila Duarte e a Agente Comunitária de Saúde Valéria


 





Vamos lá Souza Marques, Rumo a Vitória!




Como eu Faço... Cláudia Roberta

    Hoje o Blog da Clínica da Família Souza Marques continua apresentando uma série de relatos mostrando como o profissional trabalha na sua área. E para esse contato, temos a honra de apresentar Claudia Roberta,  Técnica de Enfermagem da Equipe Teles da nossa unidade que apresenta como funciona a Lavagem auricular - retirada de cerume, na visão do profissional técnico.

    Cerume é uma condição normal no canal auditivo externo e geralmente confere proteção contra otites agudas. O cerume impactado está presente em aproximadamente 10% das crianças, 5% dos adultos hígidos, 57% dos pacientes idosos e 37% das pessoas com retardo cognitivo. A presença dele é geralmente assintomática, mas, às vezes, pode causar complicações, como perda auditiva, dor ou tonturas. Também pode interferir no exame da membrana timpânica.
   A remoção de cerume é o procedimento mais comum de otorrinolaringologia realizado na Atenção Primária à Saúde (APS) nos EUA e na Inglaterra. Estima-se que 4% dos pacientes da APS consultarão devido a essa condição naquele país.
   Há algumas técnicas que podem ser utilizadas para a remoção, dependendo da habilidade do profissional, da disponibilidade de instrumentos e da aceitabilidade do paciente.

Diagnóstico
    O paciente geralmente procura atendimento queixando-se de sensação de tamponamento auditivo,
estalidos e diminuição da acuidade auditiva, mas o diagnóstico de cerume impactado é realizado por meio da otoscopia cuidadosa.
    A anamnese e o exame físico devem estar direcionados para os fatores que influenciarão na conduta clínica, tais como ruptura de membrana timpânica, estenose de canal auditivo, exostose, tratamento anticoagulante ou outras condições clínicas.
    O exame físico consiste na inspeção, palpação e a otoscopia.
    A inspeção externa permite identificar processos inflamatórios externos, tumorações, deformidades anatômicas. Especial atenção deve ser dada a processos inflamatórios da região mastoidea
    A palpação deve ser realizada em todo o lobo auricular, na região mastoidea e pré-trago (pré-auricular).    Para realizar a otoscopia, as seguintes orientações devem ser seguidas:

Técnica de realização de otoscopia recomendada
1. O otoscópio deve ser testado e o otocone, devidamente limpo, deve ser acoplado a ele. Prioriza-se um otocone com calibre intermediário.
2. O paciente deve estar preferencialmente sentado, em posição confortável.
3. Recomenda-se iniciar o exame no ouvido contralateral àquele afetado.
4. Realiza-se a inspeção e palpação cuidadosas do ouvido externo.
5. Com a mão não dominante do examinador, traciona-se a orelha pela hélice, no sentido posterior e superior, e a orelha deve ser mantida nessa posição até o final do exame. O objetivo da tração é a retificação do conduto auditivo externo.
6. Segura-se o otoscópio pelo cabo, com a cabeça voltada para baixo. Sempre se deve apoiar levemente a região hipotenar da mão que segura o cabo do otoscópio na cabeça do paciente, para evitar trauma se houver movimentação brusca da cabeça.
7. Deve-se procurar visualizar a membrana timpânica integralmente, identificando alguns pontos anatômicos de acordo com a Figura 3. Recomenda-se identificar o cone de luz como referencial que sempre estará disposto na região antero inferior da membrana timpânica.

Tratamento
O tratamento é realizado, sobretudo, por meio da remoção mecânica do cerume impactado, principalmente pelas técnicas de irrigação com solução salina ou remoção manual.
Abordaremos a técnica de irrigação com solução salina pela disponibilidade, boa segurança e aceitabilidade, sendo possível de ser realizada na maioria dos centros de saúde do País. Para a remoção de cerume, são consideradas as seguintes indicações:
1. Otalgia.
2. Diminuição importante da audição.
3. Dificuldade de realizar otoscopia.
4. Desconforto auditivo.
5. Tinnitus (zumbido).
6. Tontura ou vertigem.
7. Tosse crônica.

Irrigação com solução salina

Materiais e equipamentos necessários para a remoção de cerume por meio de irrigação 
1. Campo, toalha limpa ou compressa.
2. 1 otoscópio com otocone (calibre médio).
3. 1 seringa de 20 ml ou maior (pode-se usar seringa comum de plástico).
4. 1 cuba redonda.
5. 1 cuba rim.
6. 1 par de luvas de procedimento.
7. 1 tesoura.
8. 1 scalp (butterfly) calibroso (pelo menos calibre 19).
9. 1 frasco estéril de solução salina isotônica a 0,9% (soro fisiológico) – sugere-se usar frascos de
100 ml. É possível a necessidade de uso de mais de um frasco.


Técnica de realização de remoção de cerume por irrigação
1. Indicar emolientes ou solução salina, sempre que possível, previamente ao procedimento.
2. Preparar o material seguindo a lista de equipamentos recomendados para o procedimento.
3. Cortar o scalp (butterfly) com aproximadamente 4 cm a partir da extremidade de
acoplamento da seringa. Descartar a extremidade da agulha em local apropriado.
4. Aquecer a solução fisiológica isotônica a 0,9% (soro fisiológico), ainda com o frasco fechado,
até a temperatura corporal (37ºC), para evitar nistagmos e desconforto. Pode-se utilizar
“banho-maria” ou aquecimento em micro-ondas.
5. Examinar cuidadosamente o canal do ouvido externo por meio da inspeção e palpação.
6. Realizar sempre a otoscopia antes do procedimento.
7. Despejar o soro aquecido na cuba redonda. Sempre assegurar que a temperatura do soro
não está excessivamente alta, podendo pedir também ao paciente para verificá-la.
8. Aspirar com a seringa diretamente na cuba com o soro aquecido até completar a seringa.
9. Acoplar a seringa na extremidade não cortada do scalp.
10. Posicionar a toalha, campo cirúrgico ou compressa no ombro do paciente.
11. Sob leve pressão, posicionar a cuba rim, bem justaposta, à cabeça/pescoço do paciente na
altura logo abaixo da orelha. Verificar se está bem justaposta para não molhar o paciente
durante o procedimento.
12. Usar luva de procedimentos.
13. Introduzir a extremidade cortada do scalp com a concavidade voltada para frente e
levemente para cima. Monitorar sempre sintoma de dor durante o procedimento.
14. Sob leve pressão, instilar o soro fisiológico, deixando escoá-lo na cuba rim.
15. Uma vez esvaziada a seringa, removê-la com o cateter (scalp), desacoplá-la e repetir as seis
etapas anteriores quantas vezes forem necessárias.
16. Uma vez que esvazie a cuba redonda com o soro, deve-se completar novamente com o soro
aquecido. Depois de completa de soro com cerume, esvaziá-la.
17. Verificar esporadicamente por meio da otoscopia se há mais cerume a ser removido.
18. O procedimento deve ser suspenso diante das seguintes situações:

• Se não houver mais cerume a ser removido;
• Insucesso após várias tentativas de remoção do cerume;
• Desistência do paciente;
• Dor ou outra intercorrência.

    Os emolientes para remoção de cerume (solução otológica) disponíveis no mercado são: a) À base de
água (trietanolamina – o mais comumente encontrado; bicarbonato de sódio, solução salina estéril; ácido
acético); ou b) À base de óleo. As evidências apontam que não há diferença significativa na eficácia para
o procedimento de remoção de cerume com instilação de solução salina entre a aplicação do ceratolítico
e solução salina previamente ao procedimento para o amolecimento do cerume. Entre os emolientes,aqueles à base de água parecem ser mais efetivos. Não há diferença ainda na aplicação por vários dias ou
por pelo menos 15 minutos previamente ao procedimento.

Cuidados com o procedimento
É fundamental realizar a otoscopia previamente e ao término do procedimento. Sempre realizar
exame prévio cuidadoso, observando as contraindicações do procedimento.
Nunca insistir no procedimento na vigência e persistência de dor.
Não utilizar muita pressão durante a instilação do soro aquecido no ouvido do paciente.
Cuidado para não superaquecer o soro, nem tampouco utilizá-lo gelado. Verificar sempre a
temperatura antes de instilar no ouvido.

Contraindicações à realização do método de irrigação com solução salina
   São consideradas contraindicações para a remoção do cerume por meio do método de irrigação com
solução salina:
1. Otite aguda.
2. História pregressa ou atual de perfuração timpânica.
3. História de cirurgia otológica.
4. Paciente não cooperativo.
    As possíveis complicações do procedimento são a perfuração timpânica, início súbito de
tontura, otalgia e otite externa. Essas complicações mais graves não são frequentes desde que
utilizada técnica correta de procedimento e se o profissional seguir a avaliação inicial cuidadosa.

Quando encaminhar
   O paciente deverá ser encaminhado ao especialista se detectada patologia auricular de difícil
resolução na Atenção Primária à Saúde, como perfuração de tímpano, tumoração ou infecção
sem sucesso no tratamento clínico, ou diante de história clínica que indique contraindicação à
remoção mecânica do cerume.
   Para o paciente em que o procedimento de remoção do cerume não foi satisfatório, podem-se
utilizar emolientes por alguns dias e tentar novamente a remoção. Caso seja ineficaz, sugere-se
o encaminhamento ao especialista.

Fonte: Ministério da saúde. caderno de atenção básica, 30. Procedimentos

5 de nov. de 2013

" Vagalumes "

História Relatada pelo Agente Comunitária de Saúde Valéria de Oliveira
   Hoje, a nossa Clínica da Família continua com a série de relatos sobre as histórias dos maiores beneficiados da nossa unidade: Os Cadastrados. E para começar essa série de relatos, nada melhor do que uma história de conscientização e superação;

Vou caçar mais de um milhão de vagalumes por aí,
Pra te ver sorrir eu posso colorir o céu de outra cor,
Eu só quero amar você,
E quando amanhecer eu quero acordar
Do seu lado.

     Hoje quero compartilhar aqui uma linda história de amor, fé e superação: a história da minha querida cadastrada Mirian e da família dela. Vou deixá-la contar com as palavras dela, palavras com que escreveu um texto emocionante. É maravilhoso poder compartilhar de perto essa vitória e poder acreditar no ser humano. Também tenho certeza que esse exemplo vai ajudar muitas pessoas a irem em frente, a seguirem sua intuição e a agirem com amor
Oie! Sou a Mirian, tenho 27 anos, casada com o Luiz Cláudio e mãe de uma linda menina de um ano e 7 meses, a Flavia. Quando a Valéria, minha agente, comentou de escrever a minha história por aqui fiquei super feliz e nervosa ao mesmo tempo. Mas acho que a minha experiência pode ajudar muitas mamães, então achei muito importante compartilhar.

Vou escrever mais de um milhão de canções para você ouvir

Que meu amor é teu, teu sorriso me faz sorrir,
Vou de Marte até a Lua, cê sabe já tou na tua,
Não cabe tanta saudade essa verdade nua e crua,


    Flávia nasceu no dia seis de junho de 2011, em um parto LINDO, emocionante, depois de uma gravidez maravilhosa e muito desejada, acompanhada na Clínica da família, com o pré natal em dia e as visitas realizadas pela minha agente mensalmente, na qual aproveitei cada segundo e cada chute da minha pequena. Nasceu super saudável, tomou banho de luz por um dia, e fomos para casa.
    Sempre foi MUITO boazinha…acho que só a ouvimos chorar pela primeira com 2 ou 3 meses. Dormiu a noite toda desde o primeiro mês e mamou no peito exclusivo até 6 meses. Atingiu todos os marcos de desenvolvimento até, mais ou menos, 8 meses.

Eu sei o que eu faço, nosso caminho eu traço,

Um casal fora da lei ocupando o mesmo espaço,
Se eu to contigo não ligo se o sol não aparecer,
É que não faz sentido caminhar sem dar a mão pra você,


      Na consulta do 8º mês, falei com o médico da minha equipe sobre uns movimentos repetitivos que ela apresentava nos pés. Algo me dizia que era neurológico, e meu médico pediu para observar por um mês e ver quando ela fazia esses movimentos.
    Seguimos nossa vida, sempre recebendo a nossa agente na nossa residência, acompanhada em horas da Técnica de Enfermagem, oras do Enfermeiro, oras sozinha. E, em março, fomos passar um feriado na fazenda de uma amiga querida. No domingo, chegamos em casa e, como todo fim de semana, peguei a uma revista para ler depois que a Flávia dormiu. E, nesse momento, senti um frio na espinha que jamais vou esquecer. Estava lendo uma reportagem sobre autismo, e sobre a importância do diagnóstico e intervenção precoce.
    Minha filha tinha TODOS os sintomas apresentados na reportagem, TODOS! Nunca fez contato visual ao mamar, apresentava movimentos repetitivos com os pés, não dava tchau, não mandava beijos e não apontava aos 9 meses, ficava muito tempo concentrada em um detalhe de um brinquedo, não respondia ao nome, e não esboçava nenhuma reação quando eu ou o pai voltávamos do trabalho. Era tão quieta que muitas pessoas falavam: “nossa, mas ela é tão boazinha, brinca sozinha, acho que não é normal!“
    Na hora, fui falar com meu marido que, de primeira, achou que eu era louca. Aí, li os sintomas e lembro da mudança na feição dele… Falei com o médico e ele, imediatamente, me encaminhou para um neuro e um psiquiatra.

Teu sonho impossível vai ser realidade,

Sei que o mundo tá terrível mas não vai ser a maldade que
Vai me tirar de você, eu faço você ver,
Para tu sorrir eu faço o mundo inteiro saber que eu...


    Foi aí que as lágrimas começaram a escorrer sem parar. Aquilo era real, não era uma “nóia de mãe.” Em meio às lágrimas, entrei na Internet e comecei a pesquisar loucamente, e rapidamente em lembrei da minha agente comunitária, que sempre vinha na minha casa e poderia me dar uma ajuda, um apoio, uma palavra amiga. Esperei ela chegar na minha casa e a recebi chorando, pedindo para entender um pouco mais disso tudo. E ela, sempre muito dócil e gentil,  acalmou meu coração, falou que tudo ia dar certo. Na segunda-feira cedo, fui trabalhar, mas a cada meia hora, me levantava para ir no banheiro chorar. Não entendia direito o que estava acontecendo, uma avalanche de sentimentos, dúvidas, e medo, muito medo, e muita insegurança. E, nesse período, meus pais estavam viajando, e mesmo de longe tentaram me dar toda a força do mundo.
    Chegou o dia da consulta e fui com um nó na garganta. O neuro examinou, brincou, chamou e, no final, pediu para tirarmos a Flavia da sala para conversar conosco. A conversa foi mais ou menos assim: “Mãe, se fosse minha filha eu colocaria na terapia JÁ. Ela tem, sim, alguns sintomas. Quanto mais precoce for a intervenção, melhor será a evolução. E, se ela não tiver nada, mal não vai fazer.”  Nessa hora, eu não sabia se chorava mais, se perguntava um milhão de coisas, se saía correndo da sala para agarrar minha pequena… No fim, nem me  lembrei das MILHARES de perguntas que tinha para fazer .

Vou caçar mais de um milhão de vagalumes por aí

E para te ver sorrir eu posso colorir o céu de outra cor
Eu só quero amar você
E quando amanhecer eu quero acordar
Do seu lado


     Perguntei sobre o futuro. SE ela estivesse no espectro, como seria o futuro? Ela seria feliz? E a resposta foi: “Não sei te dizer. Cada criança é diferente, e a evolução de cada uma delas é diferente também.”  E foi aí que percebi que o mais difícil de TODA essa caminhada seria a incerteza.  Ainda mais para mim, que sou uma pessoa super ansiosa, prática, que gosta de planejar tudo.
   No mesmo dia, liguei e agendei a avaliação com a terapeuta para aquela semana. A Flavia iniciou aos 9 meses. As terapeutas foram MARAVILHOSAS, sempre muito carinhosas, e fazíamos reuniões para falar da evolução da Flávia e entender melhor como podíamos colaborar em casa. E mesmo assim eu continuei a acompanhar na clinica da família e com a minha agente visitando.  E, dia a dia, percebemos a evolução. O primeiro sinal – e mais marcante para mim – foi que os movimentos estereotipados pararam. Aos poucos, foram diminuindo e, um dia, percebi que ela não fazia mais! Ao longo dos meses, a melhora foi incrível, e a cada dia que passava eu ficava mais ansiosa pelo retorno ao neuro.

Para ter o teu sorriso descubro o paraíso

É só eu ver sua boca que eu perco o juízo por inteiro,
Sentimento verdadeiro eu e você ao som de Janelle Monáe,
Vem, deixa acontecer


   E dia 23 de novembro chegou mais rápido do que eu esperava. Eu e meu marido levamos a Flávia ao neuro bastante otimistas, mas sempre com aquele frio na barriga. Chegamos ao consultório, e o nosso querido médico conversou conosco sobre a evolução da Flávia. Fez diversas perguntas e, em seguida, começou a examinar e brincar com ela. Nos sentamos novamente na mesa e ele nos disse: “Bom, não preciso falar nada, certo?”. Eu e meu marido olhamos um para o outro na hora e respondemos: “CLARO que precisa!” hahaha. Tínhamos entendido que eram boas notícias, mas queríamos ouvir com todas as letras.
   Ele falou que ela não tinha nada, mais nenhum sinal. Deixou claro que nunca iríamos saber se ela não estava no espectro ou se estava (de forma leve) e a intervenção precoce ajudou a reverter. Eu tenho certeza que a intervenção precoce foi o que mudou o diagnóstico da minha filha. Ela tinha alguns comportamentos muito típicos que sumiram.

Me abraça que o tempo não passa quando cê está perto,
Dá a mão e vem comigo que eu vejo como eu estou certo,

Eu digo que te amo cê pede algo impossível,
Levanta da sua cama hoje o céu está incrível.


   E aí vem a parte mais linda de tudo isso. Eu me envolvi com muitas mães especiais, mergulhei nesse mundo de cabeça e de peito aberto. E minha vida mudou com tudo isso. Mudei a forma de ver o mundo, mudei a forma de observar pessoas, aprendi a não julgar, aprendi a conhecer, aprendi a lidar com pessoas especiais, descobri um mundo lindo de pessoas que se ajudam e apoiam e que me fizeram acreditar na humanidade novamente.
   Tem muita gente preconceituosa e horrível nesse mundo. Mas tem muita gente maravilhosa, generosa e disposta a ajudar também. Descobri, também, o que é o amor incondicional de mãe de verdade, que ama MAIS e MAIS a cada dificuldade, que só pensa na felicidade do filho, que se preocupa com as dificuldades que ele vai ter que enfrentar e que está disposta a mudar o mundo para que tudo fique mais fácil para ele. Hoje, quero retribuir todo o carinho e amor que recebi nessa curta mas importante jornada. Espero poder fazer por outras mães o que a Valéria, meu marido, minha mãe, meu pai, meus avós, os médicos da Clínica da Familia, as terapeutas, e meus amigos fizeram por mim! E ajudar a deixar o mundo melhor para os nossos filhos!
    Por fim queria agradecer MUITO a Valéria por todo o apoio e carinho em todo o processo! Fez toda a diferença na minha vida! Obrigada de coração!

Vou caçar mais de um milhão de vagalumes por aí,

E para te ver sorrir eu posso colorir o céu de outra cor,
Eu só quero amar você,
E quando amanhecer eu quero acordar
Do seu lado.


* Os cadastrados tiveram seus nomes alterados para preservar a sua integridade.
* Musica citada: Vagalumes - Pollo (Part. Especial Ivo Mozart)



Agente Comunitária de Saúde Valéria Carvalho
Email: equipeteles@gmail.com

Nesta História foi usado Nome fictício e as fotos é mera ilustração,para preservar a imagem do Cadastrado.

Obrigado a todos.

2 de nov. de 2013

Dia Internacional do Idoso - Brasil de Estrelas da Melhor Idade

   Dia 1º de outubro foi o Dia Internacional do Idoso.  E por isso, no ultimo dia 31 de outubro, a AMUCANTI (Associação de mulheres e amigos de Cavalcanti e adjacências) e parcerias, como Posto de Atendimento Médico Cavalcanti, Centro Municipal de Saúde Alberto Borgerth, Clínica da Família Souza Marques e Cordenadoria da Área Programática 3.3, fecham o mês com uma linda homenagem à terceira idade .
 Durante o evento foram distribuídos folders educativos, ocorreram várias palestras sobre : diabetes , hipertensão arterial, alimentação saudável e hanseníase. 
 Houve verificação de pressão arterial, verificação da glicemia capilar e apresentação de vídeos. 
 Ao final das atividades o Coral "Brasil de Estrelas da Melhor Idade" nos presenteou com músicas maravilhosas.
 O evento contou com a participação dos profissionais da nossa unidade.



Segue abaixo fotos da ação:


Clíque aqui para ver mais fotos.




25 de out. de 2013

Dia Nacional do Dentista 25 de Outubro

HOMENAGEM AOS DENTISTAS
 
 
  
  Parabéns a toda classe que cuida com tanto esmero da nossa dentição. Somos eternamente agradecidos por ter esse profissional pronto a nos tirar a dor de um dente que nos mata, principalmente, à noite. Há uma maneira bonita de homenageá-los, fazendo visitas periódicas, evitando as possíveis encrencas noturnas e tratamentos de canais dolorosos. Todo profissional da área não gosta de dentes malcuidados. Geralmente, um dente a menos, um pivô a mais, cáries profundas são sinais de fraqueza no pobre e corroído personagem. Então, faça regularmente o seu check-up e sorria sempre no dia 25 de outubro, na data de quem sempre cuida da sua dentição. Um viva a todos os Odontólogos do mundo inteiro.


Clique aqui para ver mais fotos.


21 de out. de 2013

Feliz dia do Médico

      Dia 18 de outubro é comemorado o dia do médico e como sua principal função, seja ela qual for, é a de salvar vidas! Pelo talento de suas mãos.  
    Para comemorar o dia, as equipes Padre Dehon e Teles, receberam presentes dos seus cadastrados: um belíssimo café da manha com direito a bolos e sucos, emocionando as Dras Thais Yamamoto, Manoela de Souza, Tabata Moraes e o Dr. Pedro Ivo
       O médico é um dos mais importantes profissionais presentes em nossa sociedade. Sua função está ligada à manutenção e restauração da saúde. Este profissional utiliza o saber específico, técnicas e abordagens que lhe permitem promover a saúde e o bem-estar físico, mental e social dos indivíduos. 
    Você médico não escolhe dia para exercer a sua profissão. Para você, todo dia é dia de salvar vidas.

 Por isso, seremos sempre gratos e rendemos nossas homenagens. Nosso sincero agradecimento de quem sabe que, sem você, nossa vida não seria tão feliz. Feliz dia do médico!"


Clíque aqui para ver mais fotos.



Infográfico

6 Grupos de Saúde
em nossa unidade.
2,450,000 Metros Quadrados
é o tamanho da nossa área de abrangência.
14133 Usuários
beneficiados por nossa unidade.

Como eu Faço

Como eu Faço
Visita domiciliar, acolhimento e atividades de grupo
Vai Acontecer
Grupos e ações promovidos pela unidade que irão acontecer.
Conheça esta história
História contada por um ACS
Saúde nas Escolas
Integração com as escolas e creches locais.
Protagonismo Juvenil
Grupo de adolescentes que apóiam as ações de promoção da saúde existentes na unidade.
Integração
Saúde da Família e Vigilância em Saúde.
Integração
Ensino-Serviço-Comunidade
Academia Carioca
Processo de trabalho e os principais resultados obtidos pelos educadores físicos.

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